A capacidade de recuperação das comunidades vivas, e o bem-estar da humanidade, dependem da manutenção de uma biosfera saudável em todos os seus sistemas ecológicos, uma enorme diversidade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou pôr em risco a nossa existência e a da diversidade da vida.
domingo, 6 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Garrano: origem e evolução
Parente próximo dos póneis do norte da Europa, o garrano é característico das regiões montanhosas, frias e húmidas, tendo evoluído na sequência do avanço e recuo dos glaciares do Paleolítico médio. Fruto da sua particular aptidão, rusticidade e adaptação às variações do clima pós-glacial (de frio e seco a temperado e húmido), o garrano surge assim como o Reliquat da fauna glacial do Paleolítico, sobrevivendo na Península Ibérica, contrariamente ao que sucedeu com muitas outras espécies, como a rena e o bisonte, que se viram obrigadas a emigrar para regiões do norte da Europa (Andrade, 1938; Cannas da Silva, 1973).
Bernardo Lima (1913) distingue duas castas ou raças para o tipo Céltico: a Castelhana e a Galiziana, sendo esta constituída na sua totalidade por cavalos garranos de rija têmpera, rufões por índole. Como animal de elevada rusticidade o garrano surge assim, quer pela sua conformação física, quer pelos seus hábitos comportamentais, como um animal perfeitamente integrado e bem adaptado ao seu meio ecológico, chegando a adquirir até aos anos 60, do século XX, um grande interesse comercial e utilitário. Com a progressiva mecanização de agricultura foram-se perdendo as suas tradicionais funções.
Cavalo garrano: candidato a património nacional
domingo, 14 de junho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
A importância da avaliação em Educação Ambiental
É indiscutível a necessidade de instrumentos de avaliação do programa EE. São eles que permitem melhorar a qualidade, a relevância do que se faz e a relação custo-benefício das acções de EA (Batista, 1998).
Raposo (1997), na sequência do seu trabalho de coordenação no Instituto de Promoção Ambiental, detectou as seguintes fragilidades na implementação da EA:
· Actividades dispersas no tempo e no espaço, associadas, quase exclusivamente, a datas comemorativas;
· Definição de objectivos demasiado ambiciosos e/ou inadequados aos destinatários;
· Escolha de temáticas frequentemente submetida a interesses momentâneos e uma deficiente avaliação dos recursos disponíveis.
Como tal, a avaliação deve ser encarada como o complemento de qualquer inovação na promoção das actividades em EA (Giordan e Souchon, 1997). Ela permite ter o retorno mais completo sobre a prática. No entanto, nem sempre é simples avaliar o impacto real de uma acção educativa: as consequências podem ser de longo prazo ou podem incidir sobre comportamentos pouco discerníveis. De qualquer forma, após uma determinada acção os alunos devem estar de certa maneira diferentes. Se não encontramos neles nenhum indício de diferença, o menos que se pode dizer é que o projecto em causa falhou. Em diversos trabalhos publicados, apresentados ou informados na área da EA, percebemos uma tendência em considerar somente os bons resultados, frutos de uma trajectória que parece ter sido traçada linearmente, como se os obstáculos e as dificuldades sentidas no caminhar pudessem cegar o mérito da proposta. Isso tem aumentado o grau de dificuldade no fortalecimento da EA, que aparece como se fosse um campo fácil de ser estudado ou viabilizado (Sato, 2008).
Para Alves (1998) existe, habitualmente, uma certa confusão sobre as formas de avaliação, principalmente quando as actividades de EA são enquadradas no ensino formal. Por um lado, se a avaliação se fundamenta em relatórios ou inquéritos está a avaliar-se a quantidade e a qualidade do trabalho desenvolvido numa acção, ou a mudança de atitudes após a acção, ou mesmo a intenção de mudança de atitudes após a acção. Para este autor, o ideal, dificilmente atingível, seria poder avaliar se a intenção de mudança de atitudes foi efectivamente concretizada, ou se a atingida foi duradoura.
Raposo (1997) considera que não se deve apenas quantificar saberes adquiridos, mudanças de atitudes ou de comportamentos mas a “verdadeira grandeza” dos projectos, dos seus resultados específicos e da contribuição que ele pode dar, ou já deu, para a resolução do problema que o desencadeou. Para esta autora, acima de tudo, é o momento de tomar decisões, de fazer escolhas reflectidas e responsáveis, de passar das propostas às acções concretas, de estruturar intervenções e novos projectos motivados pela apreciação crítica das acções já realizadas.
Por outro lado, refere Raposo (1997), é importante desenvolver uma «retroacção permanente», ou seja, é necessário criar dinâmicas que permitam reformular e adaptar à realidade os objectivos e/ou os aspectos metodológicos para a sequência de aquisições de conhecimentos e atitudes. Corroborando, para Giordan e Souchon (1997), o retorno recebido através de processos de avaliação pode mesmo evitar a repetição de um dado disfuncionamento. Estes autores consideram que a “qualidade” de uma acção deveria poder ser posta em evidência globalmente e os seus componentes deveriam ser certificados, nomeadamente:
Seria o tema motivante e aglutinador?
- Seriam as actividades adequadas?
- Seria adequada a escolha de documentos, de audiovisuais, de material de investigação?
- Estariam os intervenientes à altura da sua tarefa?
- Teriam sido bem elaboradas a planificação e coordenação?
Mas, para além deste balanço o processo de avaliação deve permitir, ao mesmo tempo, ter como alvo as expectativas, os quadros de referência e os mecanismos de compreensão dos públicos que se deseja tocar. Levantam-se algumas questões de interesse, tais como: o que desejam conhecer; que saberes dominam; como raciocinam sobre o problema considerado e como apropriam o saber. Nesta linha de ideias, Alexandre e Diogo (1990) realçam que a avaliação de um projecto deve ser efectuada em termos de balanço do processo, apreciação do produto e propostas futuras de reformulação.
Neste contexto destacamos a conferência «Environmental Education and Training in Europe», organizada pela Comissão Europeia, em Maio de 1999, onde foi defendido que a EA não deve consistir na transmissão de conhecimentos, mas antes numa auto-aprendizagem (Vilarigues, 1999 in Martinho et al, 2003).
Como tal, a avaliação em EA deve permitir clarificar os objectivos e adaptá-los ao público-alvo das acções, e contribuir para a melhor escolha e análise das estratégias educativas a utilizar em cada projecto/actividade. É, por isso, um meio para promover a qualidade e, como tal, deve ser um processo participativo e formativo, isto é, deve ser concebido de modo a permitir que todos os actores participem nas suas principais etapas, trazendo a todos uma melhor compreensão da acção (Baptista, 1998).
Não obstante a sua importância, a avaliação é muitas vezes considerada como um assunto incómodo para certas pessoas e instituições (Nunes, 2002). Além disso, tal como realça Freitas (1997) não há em Portugal uma cultura de avaliação. Segundo INAMB (2000), a inexistência de avaliação dos projectos pode estar relacionada com a falta de familiaridade dos intervenientes com as técnicas das ciências sociais e humanas. Também, a troca de experiências, aspecto fundamental em EA, não tem sido plenamente conseguida. Isto pode estar relacionado com o facto de quando os projectos ou experiências são apresentados, raramente são referidos os problemas com que se depararam e como procuraram resolvê-los. A cultura do sucesso na qual vivemos provavelmente inibe a exposição destes aspectos, essenciais para a maturidade da EA.
A avaliação da qualidade constitui um desafio em EA e EDS. A consciência dos limites do nosso conhecimento, a imprevisibilidade e incerteza acerca do futuro, forçam-nos a avaliar o que fazemos hoje em dia. Por sua vez, actualmente, numa cultura da complexidade é necessária uma avaliação que tome em consideração esta complexidade, uma avaliação que vá além do mero conhecimento e que permita reflectir sobre o “valor” das acções.
A avaliação em EA não pode ser um processo neutro que se fique apenas pela análise dos resultados mas deve ser sobretudo um processo ideológico tendo em conta a actual crise ambiental, a crise dos valores e a necessidade de mudança (Mogensen e Mayer, 2005).
sábado, 11 de abril de 2009
Poluição no Rio Almonda
A importância das Abelhas...
Nome científico: Citrus aurantium var. Sinensis e var. amara
Família: Rutaceae
Os insectos constituem o grupo mais numeroso do Reino Animal, abrangendo mais espécies que todos os outros grupos reunidos. As abelhas têm uma importante função ecológica e económica, uma vez que a sua intervenção no processo de polinização o torna mais eficaz que a de outros insectos ou do vento.
A Cegonha-branca
Em Portugal, a Cegonha - branca é uma das duas espécies nidificantes do Género Ciconia. Mais comum do que a sua congénere Cegonha-preta (Ciconia nigra), a Cegonha-branca é uma ave com uma presença fortemente enraizada na nossa cultura, sendo um elemento característico da paisagem em muitas regiões do País e uma espécie normalmente admirada e respeitada pela grande maioria da população.
Uma mudança de hábitos que se tornou um problema para a segurança dos animais e para a condução da energia. Por isto, a REN pôs em marcha, em 1993, uma estratégia de realojamento dos ninhos que começaram a aparecer nas torres de energia para locais adequados, construídos nessas mesmas estruturas.
Actualmente é uma espécie protegida por leis nacionais e internacionais, nomeadamente ao abrigo das Convenções de Berna e Bona e da Directiva Aves.A cegonha-branca é um animal associado a mitos e lendas, um pouco por todo o mundo. Em quase toda a Europa simboliza a prosperidade, felicidade e boa sorte, associada à chegada de um filho. Já na Ásia, é considerada um animal que ensina ao Homem o caminho para uma vida de santidade.
Aconselhamos a visita ao site "Condoninho da Renata": http://static.publico.clix.pt/cegonhasnaweb/.
Ameaças ao Paúl do Boquilobo
Reserva Natural do Paúl do Boquilobo e a importância das zonas húmidas
As Zonas Húmidas desempenham um papel regulador fundamental em termos do ciclo hidrológico: ao permitirem a deposição de sedimentos e nutrientes (como o fósforo e o azoto), transportados pela água, e a sua acumulação ou incorporação na vegetação residente, estas zonas tornam os ecossistemas húmidos bastante produtivos, competindo com os sistemas agrícolas intensivos e controlando cheias e inundações. Constituem ainda zonas de recarga de aquíferos e de purificação de águas doces, constituindo o local indicado para a desova de muitas espécies aquáticas.
domingo, 5 de abril de 2009
Eco-Schools Programme: A contribution for its assessment in Portugal
Gomes1, 2, J. C.; Caeiro2, S.; Amador2, F.
1Colégio Valsassina; 2Universidade Aberta
It aims the implementation of Local Agenda 21, to apply educational and environmental management concepts and ideas in the daily life of the school. The United Nations Decade of Education for Sustainable Development, which began in 2005, is a matchless opportunity to include the topic in the national agenda in this field, being the Eco-Schools Programme an important tool for this purpose.
This study intends to help to understand the implementation success of this Programme's methodology through the development of an assessment tool, to reflect the work carried out and for further corrections/improvement of future actions.
Based on a qualitative-quantitative research, this work involved a questionnaire survey to about 150 Portuguese Eco-Schools and a case study was conducted based on non-participant observation techniques.
The research was developed between December 2007 and December 2008, with the cooperation of the national coordinators of the Eco-Schools Programme and the Regional Education. A tool is proposed to monitor and evaluate the Programme that it will be applied to the Portuguese Eco-Schools, trying to contest the lack of assessment of these type of programs Its use will enable the school community to improve its practices in the implementation of the Eco-Schools Programme and to more closely involve pupils, aiming sustainability.
Baixo Sabor, património único a preservar
sábado, 4 de abril de 2009
Uma lenda.... e a Bio e Geodiversidade no Cabo Espichel
A lenda correu como o vento e ali mesmo junto ao Cabo Espichel foi construído complexo religioso, o que inclui um convento, uma igreja e a pequena Ermida da Memória onde se encontram painéis de azulejos que relatam a lenda.
Afinal as pegadas não são da mula, mas sim de Dinossauros!!!

