
A capacidade de recuperação das comunidades vivas, e o bem-estar da humanidade, dependem da manutenção de uma biosfera saudável em todos os seus sistemas ecológicos, uma enorme diversidade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou pôr em risco a nossa existência e a da diversidade da vida.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Conferência do clima em Barcelona: a última oportunidade?
É a última oportunidade!
Barcelona. Estão reunidos delegados de mais de 180 países.
Começaram as negociações, as últimas antes da cimeira da ONU sobre o clima, em Copenhaga (7 a 18 de Dezembro). Espera-se conseguir opções claras e objectivas para apresentar aos decisores políticos de modo a que estes nos apresentem (finalmente) uma resolução contra as alterações climáticas, em Copenhaga.
A um mês deste encontro crucial, os maiores pontos do futuro acordo continuam por resolver:
- metas ambiciosas de redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) para os países industrializados;
- medidas dos grandes países emissores para limitar o aumento das suas emissões;
- ajuda financeira aos países em desenvolvimento, nomeadamente os mais vulneráveis.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Adiar o futuro!...
A União Europeia (UE) quer ajudar financeiramente os países menos desenvolvidos a lutarem contra as alterações climáticas, mas o montante será decidido em Copenhaga. A resolução faz parte do projecto de conclusões da cimeira dos 27, que terminou na quinta-feira passada em Bruxelas.
É um passo importante. Mas será suficiente?
Habitamos hoje, quer como indivíduos, quer como membros das mais diversas comunidades políticas e culturais, um período particularmente perigoso e exigente da história humana.
É um passo importante. Mas será suficiente?
Habitamos hoje, quer como indivíduos, quer como membros das mais diversas comunidades políticas e culturais, um período particularmente perigoso e exigente da história humana.Estamos num ponto muito crítico da nossa história e é urgente que os líderes europeus sejam capazes de dar um passo em frente, serem mais ambiciosos. É preciso aumentar a meta de redução de 20% definida pela UE... Estarão os nossos políticos à altura do desafio, ou vamos continuar a assistir ao adiar do futuro?
É preciso um contrato ambiental de alcance planetário que nos conduza a um desejado futuro sustentável.
domingo, 1 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Garrano: origem e evolução
Vulgarmente descrito como um “cavalo pequeno mas robusto”, o garrano é um animal autóctone peninsular, e constitui com os seus 25 mil anos de idade uma das raças mais antigas do mundo (Batista, 1993). De facto, o garrano parece ter sido desde o início do quaternário um cavalo autóctone peninsular (Frazão, 1944).
Parente próximo dos póneis do norte da Europa, o garrano é característico das regiões montanhosas, frias e húmidas, tendo evoluído na sequência do avanço e recuo dos glaciares do Paleolítico médio. Fruto da sua particular aptidão, rusticidade e adaptação às variações do clima pós-glacial (de frio e seco a temperado e húmido), o garrano surge assim como o Reliquat da fauna glacial do Paleolítico, sobrevivendo na Península Ibérica, contrariamente ao que sucedeu com muitas outras espécies, como a rena e o bisonte, que se viram obrigadas a emigrar para regiões do norte da Europa (Andrade, 1938; Cannas da Silva, 1973).
Parente próximo dos póneis do norte da Europa, o garrano é característico das regiões montanhosas, frias e húmidas, tendo evoluído na sequência do avanço e recuo dos glaciares do Paleolítico médio. Fruto da sua particular aptidão, rusticidade e adaptação às variações do clima pós-glacial (de frio e seco a temperado e húmido), o garrano surge assim como o Reliquat da fauna glacial do Paleolítico, sobrevivendo na Península Ibérica, contrariamente ao que sucedeu com muitas outras espécies, como a rena e o bisonte, que se viram obrigadas a emigrar para regiões do norte da Europa (Andrade, 1938; Cannas da Silva, 1973).
De extremidades curtas, pouco corpulentos, membros robustos, pescoço grosso, perfil da cabeça recto ou côncavo, crinas fartas e apresentando muito frequentemente pelagem invernal, constituem uma imagem quase fiel do garrano actual, encontra-se representado em numerosas pinturas rupestres do norte da Península Ibérica, como por exemplo, La Pasiega e Altamira, datadas de 20000 a.c..
Bernardo Lima (1913) distingue duas castas ou raças para o tipo Céltico: a Castelhana e a Galiziana, sendo esta constituída na sua totalidade por cavalos garranos de rija têmpera, rufões por índole. Como animal de elevada rusticidade o garrano surge assim, quer pela sua conformação física, quer pelos seus hábitos comportamentais, como um animal perfeitamente integrado e bem adaptado ao seu meio ecológico, chegando a adquirir até aos anos 60, do século XX, um grande interesse comercial e utilitário. Com a progressiva mecanização de agricultura foram-se perdendo as suas tradicionais funções.
Bernardo Lima (1913) distingue duas castas ou raças para o tipo Céltico: a Castelhana e a Galiziana, sendo esta constituída na sua totalidade por cavalos garranos de rija têmpera, rufões por índole. Como animal de elevada rusticidade o garrano surge assim, quer pela sua conformação física, quer pelos seus hábitos comportamentais, como um animal perfeitamente integrado e bem adaptado ao seu meio ecológico, chegando a adquirir até aos anos 60, do século XX, um grande interesse comercial e utilitário. Com a progressiva mecanização de agricultura foram-se perdendo as suas tradicionais funções.
Animal de elevada riqueza pecuária, é ainda considerado como o “rebelde primitivo do norte” (Catanho, 1989).
Cavalo garrano: candidato a património nacional
O garrano é, juntamente com o cavalo Lusitano e do Sorraia, uma das três raças cavalares autóctones portuguesas. Animal de pequeno porte (cerca de 1,30 m ao garrote), parece ter sido desde o início do quaternário uma forma equina peninsular.
Com o seu solar étnico localizado no norte do país, em particular nas regiões montanhosas do Minho e limítrofes de Trás-os-Montes e Galiza, o garrano distribui-se actualmente por toda a região a norte do rio Douro, encontrando-se essencialmente nas zonas mais acidentadas. Fruto da sua particular aptidão como animal tipicamente de montanha, da elevada rusticidade e de uma perfeita adaptação ao meio ambiente, o garrano foi durante muito tempo utilizado para fins agrícolas e/ou de transporte.
Hoje em dia o Garrano é uma raça protegida devido ao risco de extinção, encontrando-se por isso muito poucos no meio selvagem.
Segundo o presidente do IPVC, Nuno Vieira e Brito, em declarações à "Voz do Campo", "a Candidatura a Património Nacional irá contribuir para a manutenção de um recurso biológico insubstituível integrando, num conceito holístico, perspectivas produtivas, genéticas, ambientais, sociais e culturais, evitando a tendência regressiva de uma raça autóctone e reforçando o orgulho e a identidade de um povo”.
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