A capacidade de recuperação das comunidades vivas, e o bem-estar da humanidade, dependem da manutenção de uma biosfera saudável em todos os seus sistemas ecológicos, uma enorme diversidade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou pôr em risco a nossa existência e a da diversidade da vida.
sábado, 11 de abril de 2009
Poluição no Rio Almonda
A Cegonha-branca
Em Portugal, a Cegonha - branca é uma das duas espécies nidificantes do Género Ciconia. Mais comum do que a sua congénere Cegonha-preta (Ciconia nigra), a Cegonha-branca é uma ave com uma presença fortemente enraizada na nossa cultura, sendo um elemento característico da paisagem em muitas regiões do País e uma espécie normalmente admirada e respeitada pela grande maioria da população.
Uma mudança de hábitos que se tornou um problema para a segurança dos animais e para a condução da energia. Por isto, a REN pôs em marcha, em 1993, uma estratégia de realojamento dos ninhos que começaram a aparecer nas torres de energia para locais adequados, construídos nessas mesmas estruturas.
Actualmente é uma espécie protegida por leis nacionais e internacionais, nomeadamente ao abrigo das Convenções de Berna e Bona e da Directiva Aves.A cegonha-branca é um animal associado a mitos e lendas, um pouco por todo o mundo. Em quase toda a Europa simboliza a prosperidade, felicidade e boa sorte, associada à chegada de um filho. Já na Ásia, é considerada um animal que ensina ao Homem o caminho para uma vida de santidade.
Aconselhamos a visita ao site "Condoninho da Renata": http://static.publico.clix.pt/cegonhasnaweb/.
Ameaças ao Paúl do Boquilobo
Reserva Natural do Paúl do Boquilobo e a importância das zonas húmidas
As Zonas Húmidas desempenham um papel regulador fundamental em termos do ciclo hidrológico: ao permitirem a deposição de sedimentos e nutrientes (como o fósforo e o azoto), transportados pela água, e a sua acumulação ou incorporação na vegetação residente, estas zonas tornam os ecossistemas húmidos bastante produtivos, competindo com os sistemas agrícolas intensivos e controlando cheias e inundações. Constituem ainda zonas de recarga de aquíferos e de purificação de águas doces, constituindo o local indicado para a desova de muitas espécies aquáticas.
domingo, 5 de abril de 2009
Baixo Sabor, património único a preservar
quinta-feira, 26 de março de 2009
Incêndio ameaça a Mata de Albergaria.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Reserva Natural das Berlengas ou o Reino das Gaivotas?
O arquipélago fica situado na Plataforma Continental da fachada oeste da Península Ibérica junto da cidade de Peniche.
A ilha da Berlenga, a maior do arquipélago é constituída essencialmente por rochas eruptivas nomeadamente granitos. É um espaço de uso público, sujeito às normas legais da Reserva Natural. Existe uma área de servidão militar, localizada em volta do farol da Berlenga.
A separação do Arquipélago das Berlengas do resto do continente deu-se durante o Jurássico. As ilhas formam unidades geográficas muito particulares, em que a interferência do exterior é bastante reduzida. Por esta razão certas espécies, em particular as que têm menor mobilidade, como as plantas ou alguns vertebrados terrestres, ficam sujeitos a pressões selectivas diferentes das populações que ficaram no continente, sendo por isso o resultado da evolução quase sempre diferente nos dois locais.
As Berlengas assumem um papel importante para as aves, sob duas vertentes: por um lado como suporte de nidificação para aves marinhas, e por outro como local de paragem e repouso para aves migratórias. As Berlengas situam-se numa zona de transição biogeográfica, pelo que algumas das espécies que aqui nidificam encontram-se no limite Sul da sua área de distribuição e outras no seu limite Norte.
Como espécies nidificantes destacam-se o corvo-marinho-de-crista ou galheta (Phalacrocorax aristotelis) constrói o seu ninho nas prateleiras rochosas das falésias junto ao mar, em locais praticamente inacessíveis ao Homem. São amplamente conhecidos os seus dotes de mergulhador, assim como o seu voo característico junto à água. A população nidificante de pardela-de-bico-amarelo (Calonectris diomedea) apenas permanece na Berlenga durante o período de reprodução. Estas aves são facilmente reconhecidas pelo voo planado e pelas suas vocalizações. Nidificam em buracos na terra ou em cavidades nas rochas e neles colocam apenas um ovo.
Semelhante a um pequeno pinguim, o airo (Uria aalge) é o símbolo da Reserva Natural da Berlenga. Ave de voo rápido, alimenta-se principalmente de peixes, mas também de crustáceos e moluscos. Vive habitualmente em colónias e cada indivíduo deposita o seu único ovo em pequenas prateleiras nas escarpas. Outrora numerosos, a sua população na ilha contava nos anos trinta com cerca de 6000 casais, mas ao longo das últimas décadas sofreu um decréscimo que já quase os levou à extinção.
São ainda nidificantes, a gaivota-de-asa-escura (Larus fuscus) e a gaivota-argêntea-de-patas-amarelas (Larus cachinnans), a qual possui o estatuto de praga. Para responder a este problema, a Reserva levou a cabo, durante a década de noventa, uma polémica campanha de controle, que passava pelo abate de muitos indivíduos. Tudo leva a crer que o factor que levou a este crescimento populacional foi a existência de lixeiras no continente, que perduraram até meados da década de 90 do século XX, as quais forneciam quantidades ilimitadas de alimento às Gaivotas. Assim, com alimento abundante, em Peniche, e disponibilidade de abrigo nas Berlengas, a situação na ilha tornou-se insustentável. De referir que a gaivota-de-patas-amarelas é uma espécie oportunista de grande plasticidade adaptativa e competitiva, utilizando quase todo o tipo de alimentos, e com um elevado potencial reprodutor, pelo que facilmente atinge proporções de praga, tal como se verificou neste caso.
No que diz respeito à flora entre as cerca de 100 espécies que podemos encontrar nas Berlengas encontram-se três espécies endémicas: a Armeria berlengensis, a Herniaria berlengiana e a Pulicaria microcephala. Mas este elevada riqueza encontra-se hoje bastante ameaçada pela presença de animais herbívoros, como o rato-preto e o coelho, pela competição com espécie vegetais invasoras exóticas, como o Chorão, que cobre vastas porções da ilha, e pela nitrificação do solo, causada pelos excrementos da excessiva população de gaivotas.
Quem visita hoje esta Reserva Natural assiste a uma certa degradação do património natural da Ilha em prol de uma exagerada população de gaivotas. Certos locais da ilha parecem desertos, não há vegetação. Por sua vez, a presença de tão elevado número de gaivotas chega a intimidar os visitantes.
Mas com as pragas do Chorão e das Gaivotas não será tempo de salvarmos tão importante património natural e cultural?
segunda-feira, 30 de julho de 2007
sábado, 2 de junho de 2007
5 Junho 2007
Este ano as alterações climáticas e o degelo merecem destaque, como forma de apoiar o Ano Polar.

A UNEP convida todos a visitarem a página do Dia Mundial do Ambiente e a registar online a(s) actividade(s) que cada um, cada escola, cada empresa... vai desenvolver neste dia.
É também possível consultar muita informação. A não perder...

Os montados no contexto do Hotspot de Biodiversidade da Bacia do Mediterrâneo
A Bacia do Mediterrâneo é considerada um hotspot de biodiversidade.
Hotspot da Bacia do Mediterrâneo(fonte: http://www.biodiversityhotspots.org/xp/Hotspots/mediterranean/)
As características tão peculiares desta região terão sido em resultado de:
- Complexa história geológica;
- Geografia física;
- História da ocupação do homem;
- Um clima mediterrânico (Verões quentes e secos, Invernos frios);
- De uma sazonalidade na disponibilidade de água e elevada variação interanual da pluviosidade;
- Da fisionomia da vegetação e das adaptações ecológicas das plantas.
Este hotspot de biodiversidade tem uma extensão original de 2085292 km2. Possui uma longa história ligada à conservação. É curioso verificar que os Romanos e os Gregos tiveram a preocupação e iniciativa em criar áreas destinadas para a protecção dos recursos naturais da região. Todavia, actualmente apenas cerca de 90 km2 (4,3% de toda a área) estão ao abrigo de um estatuto de protecção e, apenas 1,4 % estão sujeitos a altos níveis de protecção, de acordo com as categorias da IUCN.
Na região do Mediterrâneo existe um elevado número de espécies, animais e vegetais, muitas delas endémicas.
Pensa-se que a bacia do Mediterrâneo, funcionou como uma zona de refúgio para muitas espécies em épocas de glaciações. Á escala da diversidade paisagística e de tipos de habitat, a presença do Homem no Mediterrâneo, desde há milhares de anos, através de acções como o fogo e o pastoreio (e actividades agrícolas complementares) favoreceu a heterogeneidade e diversidade da paisagem. Assim, no Mediterrâneo existem espécies adaptadas a perturbações como o fogo e o pastoreio.
Aqui ocorreram as primeiras experiências com sucesso de domesticação de mamíferos. Esta área é excepcionalmente rica em genótipos de gado seleccionados pelo Homem ao longo de muitas gerações, a partir de pontos de origem na Europa Oriental e na Ásia Ocidental. A diversidade de animais domésticos no Mediterrâneo reflecte a diversidade de ambientes onde o Homem procedeu à sua selecção. Uma vez adquirida nestas regiões a prática de domesticação, os animais domesticados espalharam-se por todo o mundo, num muito curto espaço de tempo. Quanto às actividades agrícolas é actualmente reconhecido o valor de conservação de diversos sistemas, nomeadamente os de tipo mais extensivo. Por exemplo os montados na Península Ibérica são um bom exemplo. Neste contexto, é de realçar que o sobreiro é considerado a espécie mais importante da floresta portuguesa, não só por Portugal deter mais de um terço de toda a superfície ocupada pelo sobreiro no Mundo, mas também pelo facto do nosso país ser responsável pela produção de mais de metade da cortiça a nível mundial.
(fonte: http://www.cm-evora.pt/arqueologia/)
O montado de sobro é um sistema de uso múltiplo agro-florestal típico das regiões mediterrânicas-continentais, criado pela intervenção do Homem e com uma tendência cultural extensiva. São ecossistemas artificiais, no sentido de que as suas características são o resultado de intervenção humana continuada, frágil e lenta renovação, cuja característica dominante é a presença de sobreiros em povoamentos abertos e irregulares e com um sub-coberto constituído por matos, cultura agrícola ou pastagem.
No entanto, e apesar de se considerarem artificiais são dotados de uma grande importância sócio-económica e biológica, e de que depende a sobrevivência de muitas espécies ameaçadas, entre as quais são de destacar a Águia Bonelli e o Lince Ibérico.
Estes sistemas, com elevado valor de conservação, estão associados a uma importante indústria nacional, a produção de cortiça. Ao gerar rendimento, a indústria da cortiça tem favorecido a manutenção de importantes habitat para a conservação das espécies.
Bibliografia:
http://www.naturlink.pt
http://www.biodiversityhotspots.org
domingo, 27 de maio de 2007
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Um problema global e (i)moral ...
Empresas madeireiras de portugueses trocam açúcar, sal e cerveja por direitos sobre vastas áreas de floresta do Congo, explorando actualmente o equivalente a metade do continente português, noticia a revista “Visão” na edição de 19 de Abril. A Greenpeace denuncia o que diz serem contratos imorais com as populações locais. Documentos facultados pela Greenpeace à revista revelam que quatro empresas obtiveram nos últimos cinco anos concessões para explorar a floresta, apesar de existir uma moratória do Banco Mundial.
Em troca de prémios monetários ou de bens (sabão, sal, café, entre outros), as aldeias cedem as suas florestas e os chefes assumem a responsabilidade de prevenir e impedir manifestações da população

Bibliografia:
www.publico.pt
http://visao.clix.pt/



