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sábado, 11 de abril de 2009

Poluição no Rio Almonda

(Nascente do Rio Almonda, Serra Aire, 10/04/2004)

Há vinte anos o rio Almonda era um dos principais contribuintes para a poluição do rio Tejo, mas ainda hoje continua com vários focos de contaminação que prejudicam a qualidade da água.

A origem da poluição provém de descargas ilegais, excesso de nutrientes, de uma mal dimensionada ETAR em Riachos, uso de pesticidas na agricultura, entre outros problemas.

Este rio nasce na Serra de Aire, e no seu percurso de cerca de 30 quilómetros atravessa os municípios de Torres Novas e da Golegã onde desagua na margem direita do Tejo. E, desde logo junto à sua nascente que este rio encontra uma fábrica!!!

Entre outros problemas, esta situação tem efeitos nas espécies e na degradação da Reserva Natural do Paul do Boquilobo.
Para quando uma solução?

A Cegonha-branca

A Cegonha - branca (Ciconia ciconia) nidifica em quase toda a Europa, no Médio Oriente, Centro - Oeste Asiático, Nordeste de África e África Austral. O Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal atribuiu o estatuto de conservação “Pouco Preocupante” à população portuguesa nidificante de Cegonha - branca.Na Europa, esta espécie tem a Categoria SPEC 2 («Species of European Conservation Concern»), dado que as populações europeias apresentam um estatuto de conservação desfavorável e a população mundial encontra-se concentrada na Europa.
Em Portugal, a Cegonha - branca é uma das duas espécies nidificantes do Género Ciconia. Mais comum do que a sua congénere Cegonha-preta (Ciconia nigra), a Cegonha-branca é uma ave com uma presença fortemente enraizada na nossa cultura, sendo um elemento característico da paisagem em muitas regiões do País e uma espécie normalmente admirada e respeitada pela grande maioria da população.

Em meio natural, as cegonhas nidificam em locais de difícil acesso para os predadores de ovos, como as árvores. No entanto, com o contínuo aumento de postes, chaminés e torres de condução de energia, as cegonhas têm vindo a optar, cada vez mais, por construir os seus ninhos nestas estruturas artificiais.
Uma mudança de hábitos que se tornou um problema para a segurança dos animais e para a condução da energia. Por isto, a REN pôs em marcha, em 1993, uma estratégia de realojamento dos ninhos que começaram a aparecer nas torres de energia para locais adequados, construídos nessas mesmas estruturas.
A cegonha-branca é uma ave migradora, que faz viagens bastante longas entre dois continentes: durante os meses de calor, migra de África para a Europa, com o fim de se reproduzir; regressa ao continente africano, quando as temperaturas europeias começam a descer. Existem, contudo, alguns indivíduos que permanecem durante todo o ano em países europeus com um clima mais ameno, como é o caso de Portugal.

Actualmente é uma espécie protegida por leis nacionais e internacionais, nomeadamente ao abrigo das Convenções de Berna e Bona e da Directiva Aves.A cegonha-branca é um animal associado a mitos e lendas, um pouco por todo o mundo. Em quase toda a Europa simboliza a prosperidade, felicidade e boa sorte, associada à chegada de um filho. Já na Ásia, é considerada um animal que ensina ao Homem o caminho para uma vida de santidade.

Aconselhamos a visita ao site "Condoninho da Renata": http://static.publico.clix.pt/cegonhasnaweb/.

Ameaças ao Paúl do Boquilobo

O Paul é uma zona húmida, alagada em parte nos Invernos chuvosos, que constitui um museu vivo, um testemunho de paisagens e ecossistemas que outrora ocupavam vastas extensões nas lezírias do Tejo, e doutros rios de características semelhantes, mas que hoje em dia estão reduzidos em todo o mundo e principalmente na Europa a enclaves de pequena dimensão. A redução das zonas húmidas foi-se realizando ao longo dos últimos séculos pela drenagem e enxugo destas áreas com o objectivo de obter mais terrenos para a agricultura e por serem consideradas, até há poucas décadas, como zonas inóspitas e insalubres.

O Paúl foi e continua a ser alvo de graves ameaças. Durante anos a principal foi a poluição do rio Almonda e de outras valas que o atravessam. Embora esta se tenha atenuado pela entrada em funcionamento de algumas estações de tratamento de águas residuais, o problema persiste e agudiza-se de tempos a tempos. Também a intensificação agrícola, o abuso de adubos e pesticidas e a utilização de alguns terrenos para pastagem de gado bovino, constituem um problemas desta zona húmida.
É urgente fazer alguma coisa para proteger tão importante património natural!

Reserva Natural do Paúl do Boquilobo e a importância das zonas húmidas

Situada na confluência dos rios Tejo e Almonda, bem perto da Golegã, a Reserva Natural do Paúl do Boquilobo compreende uma área de cerca de 529 hectares numa zona caracterizada principalmente por maciços de salgueiros e freixos.
Parte desta Reserva tem a particularidade de estar localizada na Quinta do Paul do Boquilobo, que chegou a ser pertença das Ordens do Templo e de Cristo, tendo sido doada pelo rei D. João I ao seu filho Henrique.
A Reserva é uma zona húmida, e a única área protegida portuguesa integrada na Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO, com as suas zonas interiores alagadas durante praticamente todo o ano, encontrando-se cobertas por várias e importantes espécies de plantas aquáticas e caniçais. É também considerada Zona de Protecção Especial de Aves - e como tal integra a Rede Natura 2000 (futura rede europeia de espaços protegidos) - e a nível nacional é desde 1980 Reserva Natural.
Entre os seus principais valores naturais destaque para as aves, com 221 espécies identificadas, das quais 4 estão em perigo de extinção, 13 são vulneráveis e 19 raras. É na Reserva Natural do Paúl do Boquilobo que está instalada a maior colónia de garças da Península Ibérica. Mas muitas outras espécies aqui habitam e denotam a importância desta Reserva, tais como anatídeos, galeirões, limícolas, o Zorro-comum, o Coelheiro, a Piadeira, ou peixes como o Ruivaco, a Boga-portuguesa, ou mesmo outras espécies como a lontra, o Toirão, o Rato de Cabrera, entre tantas outras.


As Zonas Húmidas desempenham um papel regulador fundamental em termos do ciclo hidrológico: ao permitirem a deposição de sedimentos e nutrientes (como o fósforo e o azoto), transportados pela água, e a sua acumulação ou incorporação na vegetação residente, estas zonas tornam os ecossistemas húmidos bastante produtivos, competindo com os sistemas agrícolas intensivos e controlando cheias e inundações. Constituem ainda zonas de recarga de aquíferos e de purificação de águas doces, constituindo o local indicado para a desova de muitas espécies aquáticas.

domingo, 5 de abril de 2009

Baixo Sabor, património único a preservar

O Baixo Sabor possui um valor ecológico único e insubstituível. Nesta área ocorre uma flora e vegetação de características ímpares em Portugal, onde se destacam as particulares comunidades associadas aos leitos de cheias. No vale do Sabor surgem também os mais extensos e bem conservados azinhais e sobreirais de Trás-os-Montes, e a presença de substratos calcários e ultrabásicos permite a ocorrência de um elevado número de endemismos. Esta área apresenta ainda uma elevada diversidade de habitats (20 incluídos na Directiva Habitats, dos quais 3 são considerados de conservação prioritária). A importância desta área é atestada pela qualificação de parte do seu troço na Rede Natura 2000.
Assine a petição contra a barragem: http://www.ipetitions.com/campaigns/saborlivre/

quinta-feira, 26 de março de 2009

Mata de Albergaria - património único!


Incêndio ameaça a Mata de Albergaria.

No dia 22 de Março as chamas ameaçaram a Mata de Albergaria assim como um importante núcleo de teixos mais a Norte!
A Mata de Albergaria é um dos mais importantes bosques do Parque Nacional da PenedaGerês (PNPG), constituída predominantemente por um carvalhal secular que inclui espécies características da fauna e da flora geresianas. Guarda também um troço da Via Romana - Geira - com as ruínas das suas pontes e um significativo conjunto de marcos miliários. A baixa presença humana nesta mata não rompeu, até há poucos anos, o frágil equilíbrio do seu ecossistema, cuja riqueza e variedade contribuíram para a sua classificação pelo Conselho da Europa, como uma das Reservas Biogenéticas do Continente Europeu. É também, nos termos do Plano de Ordenamento do Parque, classificada como Zona de Protecção Parcial da Área de Ambiente Natural.

Foto: JGomes

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Reserva Natural das Berlengas, uma Reserva Biogenética do Conselho da Europa repleta de natureza selvagem ...






"Carreiro dos cações"





"As buzinas"

Reserva Natural das Berlengas ou o Reino das Gaivotas?

O Arquipélago das Berlengas situa-se a 5.7 milhas do Cabo Carvoeiro, e é constituído por três grupos de ilhéus: Berlenga Grande e recifes adjacentes, Estelas e, um pouco mais distante, Farilhões - Forcadas.
O arquipélago fica situado na Plataforma Continental da fachada oeste da Península Ibérica junto da cidade de Peniche.
A ilha da Berlenga, a maior do arquipélago é constituída essencialmente por rochas eruptivas nomeadamente granitos. É um espaço de uso público, sujeito às normas legais da Reserva Natural. Existe uma área de servidão militar, localizada em volta do farol da Berlenga.
Todo o arquipélago assenta na plataforma continental da costa Portuguesa com profundidade de cerca de 50 metros, no entanto um pouco a norte dos Farilhões o fundo oceânico desce abruptamente até aos 1200 metros, facto que se deve à presença de um extenso vale submarino orientado para NE na direcção da Nazaré vulgarmente conhecido como o canhão submarino da Nazaré. A origem deste vale está relacionada com fenómenos tectónicos na orla Mesozóica Portuguesa, nomeadamente com os movimentos da crosta terrestre ocorridos ao largo da costa oeste da Península Ibérica. É testemunho da abertura do Atlântico.

Gaivota-argêntea-de-patas-amarelas e Corvo-marinho

A separação do Arquipélago das Berlengas do resto do continente deu-se durante o Jurássico. As ilhas formam unidades geográficas muito particulares, em que a interferência do exterior é bastante reduzida. Por esta razão certas espécies, em particular as que têm menor mobilidade, como as plantas ou alguns vertebrados terrestres, ficam sujeitos a pressões selectivas diferentes das populações que ficaram no continente, sendo por isso o resultado da evolução quase sempre diferente nos dois locais.
As Berlengas assumem um papel importante para as aves, sob duas vertentes: por um lado como suporte de nidificação para aves marinhas, e por outro como local de paragem e repouso para aves migratórias. As Berlengas situam-se numa zona de transição biogeográfica, pelo que algumas das espécies que aqui nidificam encontram-se no limite Sul da sua área de distribuição e outras no seu limite Norte.

Como espécies nidificantes destacam-se o corvo-marinho-de-crista ou galheta (Phalacrocorax aristotelis) constrói o seu ninho nas prateleiras rochosas das falésias junto ao mar, em locais praticamente inacessíveis ao Homem. São amplamente conhecidos os seus dotes de mergulhador, assim como o seu voo característico junto à água. A população nidificante de pardela-de-bico-amarelo (Calonectris diomedea) apenas permanece na Berlenga durante o período de reprodução. Estas aves são facilmente reconhecidas pelo voo planado e pelas suas vocalizações. Nidificam em buracos na terra ou em cavidades nas rochas e neles colocam apenas um ovo.


Semelhante a um pequeno pinguim, o airo (Uria aalge) é o símbolo da Reserva Natural da Berlenga. Ave de voo rápido, alimenta-se principalmente de peixes, mas também de crustáceos e moluscos. Vive habitualmente em colónias e cada indivíduo deposita o seu único ovo em pequenas prateleiras nas escarpas. Outrora numerosos, a sua população na ilha contava nos anos trinta com cerca de 6000 casais, mas ao longo das últimas décadas sofreu um decréscimo que já quase os levou à extinção.
São ainda nidificantes, a gaivota-de-asa-escura (Larus fuscus) e a gaivota-argêntea-de-patas-amarelas (Larus cachinnans), a qual possui o estatuto de praga. Para responder a este problema, a Reserva levou a cabo, durante a década de noventa, uma polémica campanha de controle, que passava pelo abate de muitos indivíduos. Tudo leva a crer que o factor que levou a este crescimento populacional foi a existência de lixeiras no continente, que perduraram até meados da década de 90 do século XX, as quais forneciam quantidades ilimitadas de alimento às Gaivotas. Assim, com alimento abundante, em Peniche, e disponibilidade de abrigo nas Berlengas, a situação na ilha tornou-se insustentável. De referir que a gaivota-de-patas-amarelas é uma espécie oportunista de grande plasticidade adaptativa e competitiva, utilizando quase todo o tipo de alimentos, e com um elevado potencial reprodutor, pelo que facilmente atinge proporções de praga, tal como se verificou neste caso.
No que diz respeito à flora entre as cerca de 100 espécies que podemos encontrar nas Berlengas encontram-se três espécies endémicas: a Armeria berlengensis, a Herniaria berlengiana e a Pulicaria microcephala. Mas este elevada riqueza encontra-se hoje bastante ameaçada pela presença de animais herbívoros, como o rato-preto e o coelho, pela competição com espécie vegetais invasoras exóticas, como o Chorão, que cobre vastas porções da ilha, e pela nitrificação do solo, causada pelos excrementos da excessiva população de gaivotas.

Bairro dos pescadores. É possível observar as encostas cobertas por chorão, uma espécie exótica invasora.

Quem visita hoje esta Reserva Natural assiste a uma certa degradação do património natural da Ilha em prol de uma exagerada população de gaivotas. Certos locais da ilha parecem desertos, não há vegetação. Por sua vez, a presença de tão elevado número de gaivotas chega a intimidar os visitantes.

A importância das Berlengas enquanto ecossistema insular, o valor biológico da área marinha envolvente, o elevado interesse botânico, o papel da ilha em termos de avifauna marinha e a presença de interessante património arqueológico subaquático foram outros tantos factores que pesaram na classificação do arquipélago (Decreto-Lei nº 264/81, de 3 de Setembro) como Reserva Natural.

Mas com as pragas do Chorão e das Gaivotas não será tempo de salvarmos tão importante património natural e cultural?



Gaivota-argêntea-de-patas-amarelas (Larus cachinnans)



No reino das gaivotas ...

Bibliografia:
www.icn.pt
www.naturlink.pt
www.georoteiros.pt

sábado, 2 de junho de 2007

5 Junho 2007



Definido pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972 para marcar o início da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano, o dia 5 de Junho é comemorado todos os anos um pouco por todo o mundo.

Este ano as alterações climáticas e o degelo merecem destaque, como forma de apoiar o Ano Polar.


A UNEP convida todos a visitarem a página do Dia Mundial do Ambiente e a registar online a(s) actividade(s) que cada um, cada escola, cada empresa... vai desenvolver neste dia.

É também possível consultar muita informação. A não perder...


Os montados no contexto do Hotspot de Biodiversidade da Bacia do Mediterrâneo

A Bacia do Mediterrâneo é considerada um hotspot de biodiversidade.

Hotspot da Bacia do Mediterrâneo
(fonte: http://www.biodiversityhotspots.org/xp/Hotspots/mediterranean/)


As características tão peculiares desta região terão sido em resultado de:

  • Complexa história geológica;
  • Geografia física;
  • História da ocupação do homem;
  • Um clima mediterrânico (Verões quentes e secos, Invernos frios);
  • De uma sazonalidade na disponibilidade de água e elevada variação interanual da pluviosidade;
  • Da fisionomia da vegetação e das adaptações ecológicas das plantas.

Este hotspot de biodiversidade tem uma extensão original de 2085292 km2. Possui uma longa história ligada à conservação. É curioso verificar que os Romanos e os Gregos tiveram a preocupação e iniciativa em criar áreas destinadas para a protecção dos recursos naturais da região. Todavia, actualmente apenas cerca de 90 km2 (4,3% de toda a área) estão ao abrigo de um estatuto de protecção e, apenas 1,4 % estão sujeitos a altos níveis de protecção, de acordo com as categorias da IUCN.

Na região do Mediterrâneo existe um elevado número de espécies, animais e vegetais, muitas delas endémicas. Comparativamente com outros hotspots de biodiversidade, a região do Mediterrâneo é pouco representativa em mamíferos e aves, mas em relação às plantas o cenário é diferente. Neste hotspot existe 22500 plantas, um número muito superior aquele que é possível encontrar no resto da Europa. Destas espécies, aproximadamente 11700 (52%) são endémicas.

Pensa-se que a bacia do Mediterrâneo, funcionou como uma zona de refúgio para muitas espécies em épocas de glaciações. Á escala da diversidade paisagística e de tipos de habitat, a presença do Homem no Mediterrâneo, desde há milhares de anos, através de acções como o fogo e o pastoreio (e actividades agrícolas complementares) favoreceu a heterogeneidade e diversidade da paisagem. Assim, no Mediterrâneo existem espécies adaptadas a perturbações como o fogo e o pastoreio.

Aqui ocorreram as primeiras experiências com sucesso de domesticação de mamíferos. Esta área é excepcionalmente rica em genótipos de gado seleccionados pelo Homem ao longo de muitas gerações, a partir de pontos de origem na Europa Oriental e na Ásia Ocidental. A diversidade de animais domésticos no Mediterrâneo reflecte a diversidade de ambientes onde o Homem procedeu à sua selecção. Uma vez adquirida nestas regiões a prática de domesticação, os animais domesticados espalharam-se por todo o mundo, num muito curto espaço de tempo. Quanto às actividades agrícolas é actualmente reconhecido o valor de conservação de diversos sistemas, nomeadamente os de tipo mais extensivo. Por exemplo os montados na Península Ibérica são um bom exemplo. Neste contexto, é de realçar que o sobreiro é considerado a espécie mais importante da floresta portuguesa, não só por Portugal deter mais de um terço de toda a superfície ocupada pelo sobreiro no Mundo, mas também pelo facto do nosso país ser responsável pela produção de mais de metade da cortiça a nível mundial.

Montado
(fonte: http://www.cm-evora.pt/arqueologia/)


O montado de sobro é um sistema de uso múltiplo agro-florestal típico das regiões mediterrânicas-continentais, criado pela intervenção do Homem e com uma tendência cultural extensiva. São ecossistemas artificiais, no sentido de que as suas características são o resultado de intervenção humana continuada, frágil e lenta renovação, cuja característica dominante é a presença de sobreiros em povoamentos abertos e irregulares e com um sub-coberto constituído por matos, cultura agrícola ou pastagem.

No entanto, e apesar de se considerarem artificiais são dotados de uma grande importância sócio-económica e biológica, e de que depende a sobrevivência de muitas espécies ameaçadas, entre as quais são de destacar a Águia Bonelli e o Lince Ibérico.

Estes sistemas, com elevado valor de conservação, estão associados a uma importante indústria nacional, a produção de cortiça. Ao gerar rendimento, a indústria da cortiça tem favorecido a manutenção de importantes habitat para a conservação das espécies.

Bibliografia:
http://www.naturlink.pt
http://www.biodiversityhotspots.org


quinta-feira, 19 de abril de 2007

Um problema global e (i)moral ...

Empresas madeireiras de portugueses trocam açúcar, sal e cerveja por direitos sobre vastas áreas de floresta do Congo, explorando actualmente o equivalente a metade do continente português, noticia a revista “Visão” na edição de 19 de Abril. A Greenpeace denuncia o que diz serem contratos imorais com as populações locais. Documentos facultados pela Greenpeace à revista revelam que quatro empresas obtiveram nos últimos cinco anos concessões para explorar a floresta, apesar de existir uma moratória do Banco Mundial.
Em troca de prémios monetários ou de bens (sabão, sal, café, entre outros), as aldeias cedem as suas florestas e os chefes assumem a responsabilidade de prevenir e impedir manifestações da população

Além de considerar imoral a realização de contratos como este, a Greenpeace acusa as quatro empresas portuguesas de trabalharem ilegalmente, uma vez que existe desde Maio de 2002 uma moratória do Banco Mundial que impede novas concessões para travar a exploração selvagem das florestas.



De referir que a floresta tropical do Congo é a segunda maior do mundo, depois da Amazónia, e tem mais de 50 áreas de exploração de madeira em zonas consideradas de conservação prioritária.
Segundo a notícia, a Greenpeace alerta também para o contributo da indústria da madeira para o efeito de estufa, estimando que a desflorestação do Congo provoque a emissão de 34,4 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono até 2050, o equivalente ao que Portugal lançará para a atmosfera nos próximos 420 anos.

Bibliografia:
www.publico.pt
http://visao.clix.pt/