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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Copenhaga: está aberta a conferência...

A conferência climática de Copenhaga será a “depositária das esperanças da Humanidade” durante as duas próximas semanas, declarou esta manhã o primeiro-ministro dinamarquês Lars Loekke Rasmussen na abertura dos trabalhos, perante 1200 delegados vindos de 192 países.
O presidente do IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas) baseou a sua intervenção nas consequências das alterações climáticas descritas nos relatórios científicos. O mundo deve esforçar-se para que o aumento da temperatura global não ultrapasse os 2º C e não adiar o pico de emissões para além de 2015.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Conferência do clima em Barcelona: a última oportunidade?

É a última oportunidade!
Barcelona. Estão reunidos delegados de mais de 180 países.
Começaram as negociações, as últimas antes da cimeira da ONU sobre o clima, em Copenhaga (7 a 18 de Dezembro). Espera-se conseguir opções claras e objectivas para apresentar aos decisores políticos de modo a que estes nos apresentem (finalmente) uma resolução contra as alterações climáticas, em Copenhaga.
A um mês deste encontro crucial, os maiores pontos do futuro acordo continuam por resolver:
  • metas ambiciosas de redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) para os países industrializados;
  • medidas dos grandes países emissores para limitar o aumento das suas emissões;
  • ajuda financeira aos países em desenvolvimento, nomeadamente os mais vulneráveis.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Adiar o futuro!...

A União Europeia (UE) quer ajudar financeiramente os países menos desenvolvidos a lutarem contra as alterações climáticas, mas o montante será decidido em Copenhaga. A resolução faz parte do projecto de conclusões da cimeira dos 27, que terminou na quinta-feira passada em Bruxelas.
É um passo importante. Mas será suficiente?

Habitamos hoje, quer como indivíduos, quer como membros das mais diversas comunidades políticas e culturais, um período particularmente perigoso e exigente da história humana.
Estamos num ponto muito crítico da nossa história e é urgente que os líderes europeus sejam capazes de dar um passo em frente, serem mais ambiciosos. É preciso aumentar a meta de redução de 20% definida pela UE... Estarão os nossos políticos à altura do desafio, ou vamos continuar a assistir ao adiar do futuro?
É preciso um contrato ambiental de alcance planetário que nos conduza a um desejado futuro sustentável.


sábado, 11 de abril de 2009

Poluição no Rio Almonda

(Nascente do Rio Almonda, Serra Aire, 10/04/2004)

Há vinte anos o rio Almonda era um dos principais contribuintes para a poluição do rio Tejo, mas ainda hoje continua com vários focos de contaminação que prejudicam a qualidade da água.

A origem da poluição provém de descargas ilegais, excesso de nutrientes, de uma mal dimensionada ETAR em Riachos, uso de pesticidas na agricultura, entre outros problemas.

Este rio nasce na Serra de Aire, e no seu percurso de cerca de 30 quilómetros atravessa os municípios de Torres Novas e da Golegã onde desagua na margem direita do Tejo. E, desde logo junto à sua nascente que este rio encontra uma fábrica!!!

Entre outros problemas, esta situação tem efeitos nas espécies e na degradação da Reserva Natural do Paul do Boquilobo.
Para quando uma solução?

Ameaças ao Paúl do Boquilobo

O Paul é uma zona húmida, alagada em parte nos Invernos chuvosos, que constitui um museu vivo, um testemunho de paisagens e ecossistemas que outrora ocupavam vastas extensões nas lezírias do Tejo, e doutros rios de características semelhantes, mas que hoje em dia estão reduzidos em todo o mundo e principalmente na Europa a enclaves de pequena dimensão. A redução das zonas húmidas foi-se realizando ao longo dos últimos séculos pela drenagem e enxugo destas áreas com o objectivo de obter mais terrenos para a agricultura e por serem consideradas, até há poucas décadas, como zonas inóspitas e insalubres.

O Paúl foi e continua a ser alvo de graves ameaças. Durante anos a principal foi a poluição do rio Almonda e de outras valas que o atravessam. Embora esta se tenha atenuado pela entrada em funcionamento de algumas estações de tratamento de águas residuais, o problema persiste e agudiza-se de tempos a tempos. Também a intensificação agrícola, o abuso de adubos e pesticidas e a utilização de alguns terrenos para pastagem de gado bovino, constituem um problemas desta zona húmida.
É urgente fazer alguma coisa para proteger tão importante património natural!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Poluição do rio Alviela, uma longa história ...

São várias as notícias que relatam situações graves de poluição no rio Alviela: “Mega-descarga mata peixes no Rio Alviela” – Sol, 12 de Janeiro de 2007; Nova descarga de químicos no rio Alviela mata centenas de peixes. Poluição causada pela Etar de Alcanena” – Agência Lusa, 12 de Fevereiro de 2006; Dezenas de peixes mortos no Alviela”. Diário de Notícias, 26 de Julho de 2004.

As causas para a poluição do Alviela estão bem identificadas e são as indústrias de curtumes da região e o mau funcionamento da ETAR de Alcanena, para onde são lançados os efluentes das indústrias de curtumes. Esta situação tem vindo a arrastar-se há vários anos.

De referir que a indústria dos curtumes é uma das mais antigas e tradicionais do País. Uma parte significativa da sua produção destina-se à indústria do calçado. Segundo dados do Instituto dos Resíduos cerca de 75% das empresas de curtumes com actividade de fabrico situam-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, mais propriamente em Alcanena. Existem actualmente cerca de 70 empresas de curtumes a funcionar na região.

É interessante verificar que já em 1957, foi criada a CLAPA, Comissão de Luta Anti Poluição do Alviela, sendo legalizada em 1976.


Mais curioso é verificar que em 30/5/1730 a Câmara de Torres Novas publica uma postura em que proíbe a lavagem dos coiros na fonte de Vila Moreira. Este é o primeiro documento anti-poluição publicado na zona, e significa, além do mais, que a actividade de lavagem era importante. Se o não fosse, certamente a Câmara não lhe daria importância. Está publicada em “O Alviela” a queixa de um industrial de Vila Moreira dirigida à rainha D. Maria I por ter sido multado por falta de cumprimento desta portaria.

Como se constata a situação demora em ser resolvida. O sistema de saneamento, que foi construído e entrou em funcionamento durante a década de 90, parecia resolver o problema, mas a estação de tratamento de águas residuais deixou de trabalhar em condições há vários anos. Desde então, passou a verificar-se uma cor escura no rio e a registar-se, com frequência, o aparecimento de muitos peixes mortos.

Mais uma vez, em 11 de Janeiro do presente ano, foi possível voltar a assistir a uma descarga de grandes dimensões devido a uma avaria eléctrica de cerca de 12 horas e que causou uma elevada poluição no rio e a mortandade de centenas de peixes. Nesse dia, numa notícia da Lusa, Firmino Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Vaqueiros e membro da Comissão Mista de Luta Anti-Poluição do Alviela, afirmava "…Nós, que vivemos nas zonas ribeirinhas, estamos mais uma vez a sofrer sem culpa nenhuma". A água revelava uma cor escura, cheiro fétido e manchas de espuma à superfície. Este autarca equipara esta situação aos piores tempos de poluição e diz mesmo que se regrediu 30 anos. À reportagem de “”O Ribatejo”, Firmino Oliveira, mostrou lamas retiradas do leito do rio em que diz haver acumulação de metais perigosos e que exalam um cheiro pestilento. Explicou ainda que a Comissão Mista para a Despoluição do Alviela se encontra inactiva devido à incapacidade de reunir as partes envolvidas. foi entregue uma petição na Assembleia da República e nem sequer foi agendada”. O cenário é de sucessivas descargas, tornando este problema crónico.

Fonte: http://www.youngreporters.org/article-imprim.php3?id_article=1871

Mas, para quando a resolução deste problema ambiental?

Todos sabemos que a água é um bem precioso indispensável à vida. Nesta caso, é importante realçar que a nascente dos Olhos de Água do Alviela, que tem uma bacia de alimentação estimada em 180 km2, constituiu uma das principais origens de abastecimento de água à cidade de Lisboa. Em 1880 foi construído um aqueduto com cerca de 120 km de extensão que permitiu o transporte diário máximo de 70.000 m3 desde esta nascente até à capital, aos quais se juntavam 30.000 m3 da Ota e 60.000 m3 de Alenquer.

A água está actualmente no centro de uma crise sem precedentes que tem por principais factores o aumento da população, a poluição, a insuficiente gestão dos recursos hídricos, alterações climáticas, entre outros factores. Mas também como é sublinhado no Relatório Mundial sobre a Água, sobre a escassez da água no mundo, esta crise deve-se também à inércia política e à falta de uma tomada de consciência das populações.

O problema da poluição do Alviela arrasta-se há muitos anos, até quando vamos ficar à espera …

domingo, 24 de junho de 2007

O Mundo em mudança ...

Vivemos numa sociedade caracterizada por rápidas mudanças. Acho interessante a metáfora de Toffler (“A terceira vaga”, Livros do Brasil) quando considera que as grandes alterações registadas ao longo da história ocorreram de acordo com três ondas civilizacionais. Nesta perspectiva estamos hoje em plena 3ª vaga, dominada pelo desenvolvimento (e poder) da informação.

Diversidade e novidade são duas variáveis presentes no processo de mudança das sociedades. Na “era da informação” é interessante verificar que a diversidade e a novidade também atingiram os media, acrescentando novas dimensões às já existentes, graças à informática, às telecomunicações e à sua combinação com o avanço tecnológico no domínio do audio-visual. Esta alteração aumentou o ritmo da mudança e teve vários efeitos dos quais se destacam a criação de um tecido nervoso à escala mundial, por onde circula cada vez mais informação a um ritmo crescente; generalização dos self-media; e a emergência do multimedia, como resultante sinergética dos efeitos sistémicos dos media existentes.

Edgar Morin, em “As grandes questões do nosso tempo”, chamou de “nevoeiro informacional” ao conjunto de três filtros que nos impedem de visibilizar convenientemente a sociedade. Estes filtros são o excesso de informação (veja-se por exemplo o crescimento do número de livros, jornais, revistas nos últimos anos); a sub-informação a e pseudo-informação.

De facto, na actualidade e na sociedade de informação em que vivemos, constata-se que grande parte da informação que chega aos cidadãos é veiculada pelos media. As regras pelas quais estes se regem são também regras de competitividade comercial (como a publicidade ou as audiências), ou mesmo outras menos nobres de condução de massas. No entanto toda essa informação acaba por “passar” pelas mentes dos indivíduos. A capacidade de selecção da informação a reter não é igual para todos. Tenhamos também a consciência de que, da informação veiculada em catadupa por um qualquer órgão de imagem e som, só uma parte muito pequena fica retida. A única forma, então, de gerar uma efectiva mudança de atitudes será através de um processo duradouro, cuidado e adaptado às atitudes e aos comportamentos que se deseja incutir, bem como à população alvo.

O processo de aprendizagem deve ser preferencialmente orientado para os valores e não para os dogmas. Mas como fazer?

Por sua vez, considero que o tal “nevoeiro informacional”, nas suas 3 componentes, pode influenciar o debate e as acções sobre o ambiente, veja-se o caso das alterações climáticas:


As alterações climáticas são hoje em dia um dos principais problemas sociais do séc. XXI e, como tal, a maioria da população reconhece a existência dele e a necessidade de resolução. O Protocolo de Quioto é um bom instrumento a nível mundial para combater este problema. Um dos países que não assinou este acordo foi o EUA em boa parte devido aos fortes interesses da indústria do petróleo. As três componentes do tal “nevoeiro informacional” estão neste caso presentes: por um lado existe um excesso de informação sobre o assunto, o que pelo menos teve a vantagem de fazer com que uma maioria muito significativa da população reconheça este problema; mas por outro lado, são poucas as pessoas que sabem efectivamente o que fazer para o combater, ou do ponto de vista dos políticos/decisores muitas vezes não conhecem a realidade do seu próprio país. Em simultâneo existe muita informação falsa, por exemplo, há quem defenda que as alterações climáticas não passam de uma mera teoria de algumas “mentes”, tentando fazer passar a ideia que o consumo de petróleo/combustíveis fósseis não tem relação com o problema em causa.

Enfim, nos últimos anos, parece generalizada a ideia de que a Escola não formou adequadamente, em termos ambientais, os cidadãos que se encontram hoje em idade activa, sendo notória a necessidade de preparar as crianças e os jovens no sentido de um desenvolvimento sustentável.

Em certa medida, a sociedade portuguesa está numa situação em que é possível verificar a coexistência da 2ª e da 3ª vaga de Toffler. Por outras palavras, existe ainda uma parte considerável da população que tem uma posição de alguma arrogância do Homem perante a natureza, verifica-se que há uma elevada dependência das fontes energéticas fósseis e o poder, económico e político, é também muito centralizado. Em contrapartida, emerge na nossa sociedade uma ideia de evolução controlada e de respeito pela natureza. Mas, para além da coexistência destas duas vagas, verifica-se um elevado nível de “nevoeiro informacional”

O facto do processo de mudança ser caracterizado pela transitoriedade, novidade e diversidade vem reforçar o papel da educação ambiental como um meio propício à criação de oportunidades com vista a uma educação que desenvolva competências ambientais no que se refere aos actores do futuro. Como cidadãos, as crianças e os jovens devem aprender a tomar decisões relativas ao ambiente e a estar conscientes relativamente à tomada de certas decisões políticas que podem ter consequências ambientais. A educação ambiental pode ser desenvolvida através de actividades/experiências educativas que preparem as crianças e jovens para a vida, através da compreensão dos principais problemas do “mundo moderno”. Por sua vez, a educação ambiental deve ser uma educação de carácter permanente, geral, adaptada às mudanças que se produzem num mundo em rápida evolução.

Sendo a escola o lugar privilegiado das aprendizagens, onde se devem adquirir valores e promover atitudes e comportamentos “pró-ambientais”, torna-se urgente uma intervenção eficaz, ao nível da educação, que na perspectiva de desenvolvimento sustentável inverta a tendência actual, comprometedora da existência da própria espécie humana.

Mas, face a tudo isto os agentes no processo educativo devem assumir um papel interveniente, mas em que sentido? E como reagir perante a mediatização?

Uma forma interessante de promover educação ambiental num contexto de uma “sociedade em mudança” seria a de criar mecanismos que através da escola (em contexto do currículo formal ou do não formal) promovessem e/ou intensificassem a reflexão, a investigação e a inovação. Tenho ficado com a sensação que os alunos têm sido “treinados” para serem “máquinas de repetição” daquilo que a escola e os professores lhes mostram/ensinam, ficando pouca margem para a inovação, o que tem como natural consequência a fraca capacidade de se adaptarem a novas situações.

sábado, 2 de junho de 2007

5 Junho 2007



Definido pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972 para marcar o início da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano, o dia 5 de Junho é comemorado todos os anos um pouco por todo o mundo.

Este ano as alterações climáticas e o degelo merecem destaque, como forma de apoiar o Ano Polar.


A UNEP convida todos a visitarem a página do Dia Mundial do Ambiente e a registar online a(s) actividade(s) que cada um, cada escola, cada empresa... vai desenvolver neste dia.

É também possível consultar muita informação. A não perder...


domingo, 27 de maio de 2007

10 segundos na vida do nosso Planeta

Já pensou no que acontece em apenas 10s?


Futuro sustentável? eu acredito...

ECO92 é a designação abreviada da Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida como Cimeira da Terra, realizada no Rio de Janeiro de 3 a 14 de Junho de 1992.
A partir desta Conferência o conceito de desenvolvimento sustentável passou a ser amplamente difundido e, desde então, diversos países passaram a considerar o desenvolvimento sustentável como componente da sua estratégia política conjugando ambiente, economia e aspectos sociais.
Mas ainda existe muito para fazer...

O vídeo que sugerimos é de uma rapariga que na altura tinha 11 anos. O discurso é impressionante e cada vez mais actual.
Acredito que a actual geração tem a mesma motivação, empenho e iniciativa em mudar o Mundo...