A capacidade de recuperação das comunidades vivas, e o bem-estar da humanidade, dependem da manutenção de uma biosfera saudável em todos os seus sistemas ecológicos, uma enorme diversidade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou pôr em risco a nossa existência e a da diversidade da vida.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Copenhaga: está aberta a conferência...
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
14 dias para decidir o futuro ... (1)
Público http://www.publico.clix.pt/Sociedade/14-dias-que-vao-definir-a-opiniao-da-historia-sobre-uma-geracao_1412856
The Guardian http://www.guardian.co.uk/environment/blog/2009/dec/04/copenhagen-climate-change-conference-liveblog
Le Monde http://www.lemonde.fr/le-rechauffement-climatique/article/2009/12/07/a-copenhague-douze-jours-pour-changer-notre-monde_1276848_1270066.html#ens_id=1271029
El Pais http://www.elpais.com/articulo/sociedad/Ultima/ocasion/salvar/clima/elpepusoc/20091207elpepisoc_6/Tes
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Conferência do clima em Barcelona: a última oportunidade?
- metas ambiciosas de redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) para os países industrializados;
- medidas dos grandes países emissores para limitar o aumento das suas emissões;
- ajuda financeira aos países em desenvolvimento, nomeadamente os mais vulneráveis.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Adiar o futuro!...
É um passo importante. Mas será suficiente?
Habitamos hoje, quer como indivíduos, quer como membros das mais diversas comunidades políticas e culturais, um período particularmente perigoso e exigente da história humana.sábado, 11 de abril de 2009
Poluição no Rio Almonda
Ameaças ao Paúl do Boquilobo
quinta-feira, 19 de março de 2009
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Poluição do rio Alviela, uma longa história ...
São várias as notícias que relatam situações graves de poluição no rio Alviela: “Mega-descarga mata peixes no Rio Alviela” – Sol, 12 de Janeiro de 2007; “Nova descarga de químicos no rio Alviela mata centenas de peixes. Poluição causada pela Etar de Alcanena” – Agência Lusa, 12 de Fevereiro de 2006; “Dezenas de peixes mortos no Alviela”. Diário de Notícias, 26 de Julho de 2004.
As causas para a poluição do Alviela estão bem identificadas e são as indústrias de curtumes da região e o mau funcionamento da ETAR de Alcanena, para onde são lançados os efluentes das indústrias de curtumes. Esta situação tem vindo a arrastar-se há vários anos.
De referir que a indústria dos curtumes é uma das mais antigas e tradicionais do País. Uma parte significativa da sua produção destina-se à indústria do calçado. Segundo dados do Instituto dos Resíduos cerca de 75% das empresas de curtumes com actividade de fabrico situam-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, mais propriamente
É interessante verificar que já em 1957, foi criada a CLAPA, Comissão de Luta Anti Poluição do Alviela, sendo legalizada em 1976.
Mais curioso é verificar que em 30/5/1730 a Câmara de Torres Novas publica uma postura em que proíbe a lavagem dos coiros na fonte de Vila Moreira. Este é o primeiro documento anti-poluição publicado na zona, e significa, além do mais, que a actividade de lavagem era importante. Se o não fosse, certamente a Câmara não lhe daria importância. Está publicada em “O Alviela” a queixa de um industrial de Vila Moreira dirigida à rainha D. Maria I por ter sido multado por falta de cumprimento desta portaria.
Como se constata a situação demora em ser resolvida. O sistema de saneamento, que foi construído e entrou em funcionamento durante a década de 90, parecia resolver o problema, mas a estação de tratamento de águas residuais deixou de trabalhar em condições há vários anos. Desde então, passou a verificar-se uma cor escura no rio e a registar-se, com frequência, o aparecimento de muitos peixes mortos.
Mais uma vez, em 11 de Janeiro do presente ano, foi possível voltar a assistir a uma descarga de grandes dimensões devido a uma avaria eléctrica de cerca de 12 horas e que causou uma elevada poluição no rio e a mortandade de centenas de peixes. Nesse dia, numa notícia da Lusa, Firmino Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Vaqueiros e membro da Comissão Mista de Luta Anti-Poluição do Alviela, afirmava "…Nós, que vivemos nas zonas ribeirinhas, estamos mais uma vez a sofrer sem culpa nenhuma". A água revelava uma cor escura, cheiro fétido e manchas de espuma à superfície. Este autarca equipara esta situação aos piores tempos de poluição e diz mesmo que “se regrediu 30 anos”. À reportagem de “”O Ribatejo”, Firmino Oliveira, mostrou lamas retiradas do leito do rio em que diz haver acumulação de metais perigosos e que exalam um cheiro pestilento. Explicou ainda que a Comissão Mista para a Despoluição do Alviela se encontra inactiva devido à incapacidade de reunir as partes envolvidas. “foi entregue uma petição na Assembleia da República e nem sequer foi agendada”. O cenário é de sucessivas descargas, tornando este problema crónico.
Fonte: http://www.youngreporters.org/article-imprim.php3?id_article=1871
Mas, para quando a resolução deste problema ambiental?
Todos sabemos que a água é um bem precioso indispensável à vida. Nesta caso, é importante realçar que a nascente dos Olhos de Água do Alviela, que tem uma bacia de alimentação estimada em 180 km2, constituiu uma das principais origens de abastecimento de água à cidade de Lisboa. Em 1880 foi construído um aqueduto com cerca de
A água está actualmente no centro de uma crise sem precedentes que tem por principais factores o aumento da população, a poluição, a insuficiente gestão dos recursos hídricos, alterações climáticas, entre outros factores. Mas também como é sublinhado no Relatório Mundial sobre a Água, sobre a escassez da água no mundo, esta crise deve-se também à inércia política e à falta de uma tomada de consciência das populações.
O problema da poluição do Alviela arrasta-se há muitos anos, até quando vamos ficar à espera …
domingo, 24 de junho de 2007
O Mundo em mudança ...
Vivemos numa sociedade caracterizada por rápidas mudanças. Acho interessante a metáfora de Toffler (“A terceira vaga”, Livros do Brasil) quando considera que as grandes alterações registadas ao longo da história ocorreram de acordo com três ondas civilizacionais. Nesta perspectiva estamos hoje em plena 3ª vaga, dominada pelo desenvolvimento (e poder) da informação.
Diversidade e novidade são duas variáveis presentes no processo de mudança das sociedades. Na “era da informação” é interessante verificar que a diversidade e a novidade também atingiram os media, acrescentando novas dimensões às já existentes, graças à informática, às telecomunicações e à sua combinação com o avanço tecnológico no domínio do audio-visual. Esta alteração aumentou o ritmo da mudança e teve vários efeitos dos quais se destacam a criação de um tecido nervoso à escala mundial, por onde circula cada vez mais informação a um ritmo crescente; generalização dos self-media; e a emergência do multimedia, como resultante sinergética dos efeitos sistémicos dos media existentes.
Edgar Morin, em “As grandes questões do nosso tempo”, chamou de “nevoeiro informacional” ao conjunto de três filtros que nos impedem de visibilizar convenientemente a sociedade. Estes filtros são o excesso de informação (veja-se por exemplo o crescimento do número de livros, jornais, revistas nos últimos anos); a sub-informação a e pseudo-informação.
De facto, na actualidade e na sociedade de informação em que vivemos, constata-se que grande parte da informação que chega aos cidadãos é veiculada pelos media. As regras pelas quais estes se regem são também regras de competitividade comercial (como a publicidade ou as audiências), ou mesmo outras menos nobres de condução de massas. No entanto toda essa informação acaba por “passar” pelas mentes dos indivíduos. A capacidade de selecção da informação a reter não é igual para todos. Tenhamos também a consciência de que, da informação veiculada em catadupa por um qualquer órgão de imagem e som, só uma parte muito pequena fica retida. A única forma, então, de gerar uma efectiva mudança de atitudes será através de um processo duradouro, cuidado e adaptado às atitudes e aos comportamentos que se deseja incutir, bem como à população alvo.
O processo de aprendizagem deve ser preferencialmente orientado para os valores e não para os dogmas. Mas como fazer?
Por sua vez, considero que o tal “nevoeiro informacional”, nas suas 3 componentes, pode influenciar o debate e as acções sobre o ambiente, veja-se o caso das alterações climáticas:

As alterações climáticas são hoje em dia um dos principais problemas sociais do séc. XXI e, como tal, a maioria da população reconhece a existência dele e a necessidade de resolução. O Protocolo de Quioto é um bom instrumento a nível mundial para combater este problema. Um dos países que não assinou este acordo foi o EUA em boa parte devido aos fortes interesses da indústria do petróleo. As três componentes do tal “nevoeiro informacional” estão neste caso presentes: por um lado existe um excesso de informação sobre o assunto, o que pelo menos teve a vantagem de fazer com que uma maioria muito significativa da população reconheça este problema; mas por outro lado, são poucas as pessoas que sabem efectivamente o que fazer para o combater, ou do ponto de vista dos políticos/decisores muitas vezes não conhecem a realidade do seu próprio país. Em simultâneo existe muita informação falsa, por exemplo, há quem defenda que as alterações climáticas não passam de uma mera teoria de algumas “mentes”, tentando fazer passar a ideia que o consumo de petróleo/combustíveis fósseis não tem relação com o problema em causa.
Enfim, nos últimos anos, parece generalizada a ideia de que a Escola não formou adequadamente, em termos ambientais, os cidadãos que se encontram hoje em idade activa, sendo notória a necessidade de preparar as crianças e os jovens no sentido de um desenvolvimento sustentável.
Em certa medida, a sociedade portuguesa está numa situação em que é possível verificar a coexistência da 2ª e da 3ª vaga de Toffler. Por outras palavras, existe ainda uma parte considerável da população que tem uma posição de alguma arrogância do Homem perante a natureza, verifica-se que há uma elevada dependência das fontes energéticas fósseis e o poder, económico e político, é também muito centralizado. Em contrapartida, emerge na nossa sociedade uma ideia de evolução controlada e de respeito pela natureza. Mas, para além da coexistência destas duas vagas, verifica-se um elevado nível de “nevoeiro informacional”
O facto do processo de mudança ser caracterizado pela transitoriedade, novidade e diversidade vem reforçar o papel da educação ambiental como um meio propício à criação de oportunidades com vista a uma educação que desenvolva competências ambientais no que se refere aos actores do futuro. Como cidadãos, as crianças e os jovens devem aprender a tomar decisões relativas ao ambiente e a estar conscientes relativamente à tomada de certas decisões políticas que podem ter consequências ambientais. A educação ambiental pode ser desenvolvida através de actividades/experiências educativas que preparem as crianças e jovens para a vida, através da compreensão dos principais problemas do “mundo moderno”. Por sua vez, a educação ambiental deve ser uma educação de carácter permanente, geral, adaptada às mudanças que se produzem num mundo em rápida evolução.
Sendo a escola o lugar privilegiado das aprendizagens, onde se devem adquirir valores e promover atitudes e comportamentos “pró-ambientais”, torna-se urgente uma intervenção eficaz, ao nível da educação, que na perspectiva de desenvolvimento sustentável inverta a tendência actual, comprometedora da existência da própria espécie humana.
Mas, face a tudo isto os agentes no processo educativo devem assumir um papel interveniente, mas em que sentido? E como reagir perante a mediatização?
Uma forma interessante de promover educação ambiental num contexto de uma “sociedade em mudança” seria a de criar mecanismos que através da escola (em contexto do currículo formal ou do não formal) promovessem e/ou intensificassem a reflexão, a investigação e a inovação. Tenho ficado com a sensação que os alunos têm sido “treinados” para serem “máquinas de repetição” daquilo que a escola e os professores lhes mostram/ensinam, ficando pouca margem para a inovação, o que tem como natural consequência a fraca capacidade de se adaptarem a novas situações.
domingo, 3 de junho de 2007
sábado, 2 de junho de 2007
5 Junho 2007
Este ano as alterações climáticas e o degelo merecem destaque, como forma de apoiar o Ano Polar.

A UNEP convida todos a visitarem a página do Dia Mundial do Ambiente e a registar online a(s) actividade(s) que cada um, cada escola, cada empresa... vai desenvolver neste dia.
É também possível consultar muita informação. A não perder...

domingo, 27 de maio de 2007
Futuro sustentável? eu acredito...
A partir desta Conferência o conceito de desenvolvimento sustentável passou a ser amplamente difundido e, desde então, diversos países passaram a considerar o desenvolvimento sustentável como componente da sua estratégia política conjugando ambiente, economia e aspectos sociais.
Mas ainda existe muito para fazer...
O vídeo que sugerimos é de uma rapariga que na altura tinha 11 anos. O discurso é impressionante e cada vez mais actual.
Acredito que a actual geração tem a mesma motivação, empenho e iniciativa em mudar o Mundo...





